Com a palavra, o enólogo Mário Lucas Ieggli: dupla poda e terroir fluminense

No quinto episódio do O Rio é Di-vino, a jornalista e pesquisadora de enoturismo e memória territorial Geiza Rocha recebe Mário Lucas Ieggli — enólogo formado pelo Instituto Federal de Bento Gonçalves (IFRS), presidente da Associação Brasileira de Enologia e o primeiro profissional a assinar e registrar uma vinícola no estado do Rio de Janeiro — para revelar o que acontece entre a videira e a garrafa.
Com atuação desde 2012 na técnica da dupla poda, Ieggli percorre sua trajetória do Rio Grande do Sul ao Sudeste, explica como adapta seu trabalho a cada terroir e produtor nos projetos que assina no estado — entre eles as vinícolas Inconfidência, Tassinari, Família Eloy, Terras Frias e Caiafa —, e aponta as castas com maior potencial na Serra Fluminense: Syrah, Cabernet Franc, Marselan, Vermentino e Tempranillo.
A conversa revela ainda os bastidores da Avaliação Nacional de Vinhos de 2025, em que três vinhos do Sudeste brasileiro figuraram entre as amostras mais representativas da edição — sinal, para Ieggli, de que um terroir que existe há menos de dez anos já demonstra qualidade reconhecida por jurados nacionais e internacionais.
Único é a palavra que ele escolhe para descrever o terroir fluminense: uma região crua, em desbravamento permanente, que a cada mês recebe um projeto novo — e que, na sua avaliação, tem muito mais a revelar nos próximos 15 a 20 anos.
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